segunda-feira, 8 de abril de 2013

Conheçam o Ironman triatlo

Anos atrás, a maratona (em inglês) era o apogeu dos esportes de resistência humana - uma distância cruel que desafiava todos os limites dos atletas. Hoje, porém, essa prova de 42,2 km vai de carona numa aventura ainda mais assustadora; uma prova tão difícil que inclui alguns esportes e que qualquer pessoa que consegue completá-la fica conhecida pelo resto da vida como um Ironman (homem de ferro).

Quão difícil é um triatlo Ironman? Imagine-se correndo uma maratona completa. A não ser que esteja em excelente forma ou que tenha treinado para ela, isso poderá parecer bem difícil. Uma prova de Ironman começa com 3,8 km de natação. Depois disso, os competidores encaram uma corrida de 180  km de bicicleta. Ao completarem essa etapa, eles saltam das bicicletas e correm numa maratona completa.
A prova de ciclismo é a segunda a ser disputada
© istockphoto.com / Claudio Arnese
A prova de ciclismo é a segunda a ser disputada

Os competidores têm um total de17 horas para completarem este feito. Vencedores do Ironman masculino conseguem terminar a prova em 8 horas e meia, enquanto que as mulheres vencedoras geralmente completam em mais de 9 horas. Mas o Ironman não é uma prova apenas para seres sobre-humanos no ápice da saúde física. Pessoas com incapacidades físicas já completaram o Ironman, incluindo amputados, pessoas em cadeiras de rodas e um homem que carregou e empurrou o filho incapacitado por todo o percurso. Pessoas com 70 e 80 anos participam de provas de Ironman (e completam). São poucos os triatletas profissionais que realmente conseguem se dedicar somente aos eventos de Ironman, e a grande maioria dos competidores é de amadores que encaixam os treinos na vida profissional e pessoal.

Desde o surgimento do Ironman oficial do Havaí (em inglês) em 1978, o triatlo difundiu-se pelo mundo. Existem eventos oficialmente sancionados em todos os continentes (exceto na Antártica - em inglês), além de centenas de outros triatlos. O triatlo também é um esporte olímpico.

Neste artigo, conheceremos algumas pessoas incríveis (ou insanas) que competem em provas de Ironman, e a história do evento. Saberemos também como treinar para uma destas competições. 



A história do Ironman

Uma corrida de Ironman na verdade é um triatlo com uma distância específica. Embora o triatlo tecnicamente seja qualquer evento que combine três esportes diferentes, no sentido moderno, ele se refere a eventos que incluem provas de natação, ciclismo e corrida. O triatlo nasceu no sul da Califórnia (em inglês) na metade dos anos 70. Vários clubes atléticos de San Diego participaram de eventos informais que incluíam nadar em Mission Bay. Um dos atletas participantes era um homem chamado John Collins, oficial da  marinha americana. Mais tarde, suas atividades o levaram para o Havaí e foi lá que nasceu o Ironman.

O Havaí recebia três eventos de resistência: a Maratona de Honolulu (em inglês), o Waikiki Rough Water Swim e o Around-Oahu Bike Ride. Os atletas locais discutiam frequentemente (ainda que amigavelmente) sobre se os corredores ou os nadadores são os melhores atletas do mundo. Collins sugeriu combinar as três coisas em uma única prova de resistência incrivelmente difícil, com o vencedor recebendo o título de “Ironman”. Em 1978, no fim da primeira prova, surgiram 12 Ironmen.
A largada de um Ironman pode ser caótica
© istockphoto.com / Paul Gsell
A largada de um Ironman pode ser caótica

A cobertura da mídia pela Sports Illustrated e ABC Wide World of Sports chamou atenção para o evento, até então, único. Dentro de poucos anos, o número de pessoas na linha de largada aumentou de dezenas para centenas, chegando a mais de mil. Em 1981, a prova foi realizada em Kona, no Havaí, o que dificultou ainda mais o que já era bastante "difícil". A mudança para Kona colocou a etapa de ciclismo nos campos de lava, que são continuamente rachados pelos ventos fortes. 

O triatlo ganhou popularidade. A United States Triathlon Association foi fundada em 1982, e provas de triatlo com distâncias variáveis foram organizadas em todos os Estados Unidos. Eventos de Ironman oficialmente sancionados espalharam-se rapidamente pelo mundo todo. Entretanto, a prova de Ironman em Kona permaneceu como o apogeu do esporte - o verdadeiro teste de resistência. Embora cada prova de Ironman tenha seus próprios desafios, Kona apresenta um misticismo diferente para os triatletas de qualquer evento. Hoje, o Ironman de Kona é o Campeonato Mundial de Ironman. As inscrições são limitadas a 1.700 pessoas, conquistadas por qualificação ou através de um sistema de loteria. Ele é patrocinado pela Ford(em inglês) e televisionado em alta definição. As provas de Ironman são de propriedade e registradas por uma organização chamada USA Triathlon (USAT).

Os triatlos também continuaram a ganhar popularidade. Em 1994, o Comitê Olímpico Internacional anunciou que o triatlo seria acrescentado às Olimpíadas como um evento de medalhas. O primeiro triatlo olímpico ocorreu em Sydney, na Austrália, em 2000.
Glossário de Ironman
"Ironman" pode referir-se a um único evento de Ironman. Se referir a um evento de Ironman em particular, o nome do local vem a seguir, como em "Ironman Nova Zelândia." "Ironman" também pode referir-se a uma pessoa que completou uma prova de Ironman. Seu gênero é neutro, então uma competidora que tenha completado uma prova de Ironman seria adequadamente chamada de Ironman.

"Ironmen" é como os triatletas se referem a um grupo de pessoas que completaram provas de Ironman, como em “Quando ele completou o Ironman Canadá em 13 horas e 42 minutos, ele foi para os rankings dos Ironmen." 
"Ironmans" refere-se a vários eventos de Ironman, como em “Ela participou de quatro Ironmans e completou três." 


Etapas e transições do triatlo

Toda prova de Ironman começa com uma etapa de natação. Em Kona, a etapa é de 3,8 km pelo Kailua-Kona Bay. A temperatura da água varia, dependendo do local da prova. Na verdade, é melhor para os nadadores se a água estiver mais fria, pois se ela estiver abaixo de certa temperatura, os competidores podem usar “wetsuits”, que oferecem flutuação para o nadador, o que facilita essa etapa.

Atleta deixa a prova de natação e prepara-se para a transição para o ciclismo
© istockphoto.com / Alex Nikada
Atleta deixa a prova de natação e prepara-se para a transição para o ciclismo

Ironmans com muitos participantes agrupam os competidores para fornecer mais espaço entre as largadas. Se todos largassem de uma vez, seria um caos e alguém poderia se afogar. Mesmo com a largada intervalada, a natação pode ser perigosa. Um grande número de nadadores torna a água bastante irregular, o que também pode resultar em chutes e cotoveladas sem intenção. Triatletas profissionais (também conhecidos como a elite) geralmente largam primeiro, seguidos pelos vários grupos etários.

Após completarem a etapa de natação, os competidores vão para a área de transição. É aqui que eles mudam de uma etapa para a outra. Geralmente, existe apenas uma área de transição porque o percurso é um loop, mas em provas onde o percurso não é em loop, é necessária outra área de transição para a prova de ciclismo. A transição da natação para o ciclismo é conhecida como T1. Os competidores encontram suas bicicletas em fileiras com centenas de outras bicicletas. Eles precisam vestir roupas e calçados adequados para esta etapa, além de levarem as bicicletas até a posição oficial para a largada e dar início à pedalada. Em algum ponto, eles também deverão colocar capacetes, pegar uma água ou bebida isotônica e, provavelmente, comer uma barrinha energética.
Durante o Ironman, hidratar-se é fundamental
© istockphoto.com / Wolfgang Amri

Durante o Ironman, hidratar-se é fundamental

Ambas as etapas de ciclismo e corrida ocorrem em estradas asfaltadas. Todavia, algumas provas de Ironman possuem mais morros do que outras.

A transição do ciclismo para a corrida (T2) não é difícil, mas alguns triatletas têm cãibras nas pernas quando começam a correr. As provas de Ironman contam com equipes que oferecem água, bebidas isotônicas e, às vezes, comida. Depois da etapa da corrida, só o que resta é a linha de chegada e a festa pós-evento.
Regras do Ironman
Existe um tempo máximo para completar o Ironman: 17 horas. Quando o tempo termina, a prova é encerrada e qualquer pessoa que ainda não tenha cruzado a linha de chegada não é um Ironman, não importa o quão próximo ele/ela esteja. Também existe um tempo máximo para completar cada etapa: 2h20 para a natação e 10h30 para o ciclismo.

Em provas de ciclismo, muitos competidores  fazem o drafting - seguir logo atrás de outro ciclista. O drafting ajuda o ciclista a conservar energia, cortando a resistência ao vento. Em muitos Ironmans, o drafting não é permitido. Você pode ser desclassificado por isso, como foi a aparente vencedora da prova, Patricia Puntous, em 1986.

Para classificar-se para o Campeonato Mundial em Kona, você deve posicionar-se bem em um dos outros Ironmans realizados em todo o mundo. O número de vagas por classificação depende do evento de classificação específico. Também há 500 vagas sorteadas em Kona que permitem que atletas não-profissionais participem.

O valor do prêmio depende de quanto os patrocinadores podem oferecer. Vencer um Ironman pode valer de US$10 mil a US$500 mil.


Ironmen notáveis

Existem vários ironmen notáveis por suas conquistas exemplares, tais como recordes e número de vitórias.

Luc Van Lierde detém o recorde de Kona, completando a prova em 8h04min08s, em 1996. Paula Newby-Fraser detém o recorde feminino, com 8h55min28s, em 1992. Van Lierde também é o dono do recorde Ironman de todos os tempos, completando o Ironman Europa em 7h50min27s. Newby-Fraser é amplamente considerada a maior triatleta que já existiu. Seus outros recordes incluem: maior número de vitórias no Ironman (24); maior quantidade de vitórias em Kona (8); e maior quantidade de vitórias consecutivas em Kona (4) [fonte: Multisports.com - em inglês]. O recorde masculino para o maior número de vitórias está dividido entre Dave Scott e Mark Allen, com 6 cada um.

E também existem os Ironmen notáveis pela coragem e perseverança - aqueles que o simples fato de completar a prova já é um triunfo monumental e que cujas histórias são realmente inspiradoras.

A lenda do Ironman realmente começou com Julie Moss. Em 1982, ela competiu em Kona como parte de sua tese em fisiologia do esporte. Foi um dos primeiros Ironmans transmitidos pela ABC. No final da prova, Julie estava liderando. Ao avistar a linha de chegada, o corpo dela não aguentou. Incapacitada de levantar, ela foi ultrapassada por Kathleen McCartney, que venceu. Em uma cena realmente inesquecível, Julie engatinhou pela linha de chegada para conquistar a segunda colocação. O episódio inspirou a ideia de que completar uma prova de Ironman já é uma vitória.

A Irmã Madonna Buder pode não ser a única freira a disputar um Ironman, mas ela está numa classe exclusiva. Todo ano em que ela compete num Ironman, os organizadores precisam criar um grupo feminino com uma nova faixa etária. Ela completou o Ironman Canadá e também o de Kona com 75 anos de idade [fonte: Online Gonzaga Bulletin - em inglês]. Na divisão masculina, Jim Ward participou da prova de Kona quando estava com 80 anos de idade. Ele já havia completado a prova quando tinha 77 anos.
Um brasileira no topo do Ironman
A brasileira Fernanda Keller é a maior responsável pela divulgação do triatlo no Brasil. Não bastasse isso, Fernanda também é um dos maiores destaques do Ironman do Havaí. Em 1989 ela surpreendeu o mundo quando terminou o evento entre as quatro melhores atletas logo em sua 3ª participação no Campeonato Mundial.
Ao todo ela participou de 19 edições consecutivas do Campeonato Mundial de Ironman do Havaí e é recordista sul-americana na competição, com um tempo de 9h24min30s, obtido em 1999.
Fernanda Keller
© Fernanda Keller
Fernanda Keller


O Team Hoyt é uma dupla formada por pai e filho que competem juntos. Rick Hoyt tem paralisia cerebral e nasceu com dano cerebral devido a um problema durante o parto. Ele não consegue falar ou andar, mas um dispositivo que permite que ele se comunique o ajudou a revelar que ele ama esportes. Quando um colega de escola ficou paralítico por causa de um acidente, Rick perguntou a seu pai, Dick Hoyt, se eles não podiam participar de uma corrida beneficente de 5 km. Eles participaram, com Dick empurrando Rick em uma cadeira de rodas.  Desde então, eles passaram a correr em maratonas e terminaram no triatlo. Rick fica sentado sobre uma prancha que Dick movimenta enquanto ele nada. Depois eles partem para uma bicicleta com um banco na frente para Rick. Os dois são Ironmen [fonte:Team Hoyt - em inglês].

Em 2007, Scott Rigsby completou a prova de Kona com duas pernas protéticas [fonte: WALB News - em inglês]. Dez anos antes, o australiano, John MacLean, completou o Ironman numa cadeira de rodas, usando uma bicicleta à manivela para a segunda parte da prova [fonte: Ironman - em inglês]. Sarah Reinertsen tornou-se a primeira amputada a participar da prova de Kona em 2005.



domingo, 3 de março de 2013

Resultado do 1º desafio Fast Runners Assessoria Esportiva



Bom dia à todos os amantes de corrida!
Neste dia 02/03/2013 realizamos o 1º desafio pessoal assessoria fast runners, com os integrantes da nossa assessoria. 
O evento aconteceu na praia do itararé em São Vicente com um percurso de 3 km com início às 20:00 horas.
Este evento abriu nosso calendário de 2013 de corrida.
Tivemos a ilustre presença do site costama, o maior site de esporte amador da região cobrindo nosso evento.
O evento foi emocionante para todos que participaram especialmente para nossos atletas : Rafael Senna e Bruna Gianini. Bruna, noiva de Rafael, foi pedida em casamento durante o pódio do evento.
Todos conquistaram números expressivos, mas principalmente mostramos que todos são capazes , desde que queiram melhorar de vida. 
"A força de vontade é fundamental,  pois nada é fácil. Para algumas pessoas desistir é a maneira mais comoda em momentos da vida... Outras encaram desafios com vontade de supera-los e essa é a diferença para adquirir saúde, bem estar, melhoria no condicionamento físico e até mesmo no humor do dia a dia." Disse o personal trainer e instrutor de corrida Edson Gomes.
Todos os atletas receberam medalhas e os 3 primeiros feminino e masculino foram homenageados com troféus. Os atletas que fecharam o evento também foram homenageados com o troféu superação, mostrando a garra e a importância do esporte na vida dessas pessoas.

Abaixo divulgamos os alunos e os tempos do evento!









sexta-feira, 1 de março de 2013

Correr na areia ajuda na preparação física, mas exige cuidados do atleta





Fugir do asfalto para a areia é bom para variar o treino, distrair a cabeça e reforçar o condicionamento. Antes, tome todos os cuidados necessários

Por Rio de Janeiro

A corridinha diária tem aquele sabor especial. O praticante do esporte corre, se sente melhor, fica bem humorado, em dia com a saúde e com a parte estética. Já imaginou isso tudo e ainda um cenário de tirar o fôlego? Pois é, muitos têm a sorte de treinar pertinho do mar. Mas não é apenas a beleza do local que ajuda a dar aquela animada no treino.
PALAVRA DE ESPECIALISTA
- Pela irregularidade da areia, há uma estimulação dos proprioceptores (mecanismos sensoriais que existem em nossos músculos que respondem a sinais de contração ou estiramento agudos) que ajudam na prevenção de lesões. É um terreno com menos impacto sobre as articulações, por isso é uma ótima forma de elevar o volume semanal de treinos e poupar articulações e ossos (vide "canelites"). Por outro lado, há uma exigência muscular grande, pois faz-se muita força no momento da propulsão, ou tirar o pé da areia.  
corrida praia areia Eu Atleta (Foto: EFE)Corrida na areia fofa trabalha mais a musculatura e gera mais resistência (Foto: EFE)


Se as dificuldades do terreno dão ao corredor um bom condicionamento físico, não se pode, no entanto, esquecer dos cuidados que devem ser tomados. Dr. Paulo Couto, médico ortopedista e traumatologista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, concorda que o treino na areia é benéfico para o atleta que busca melhor forma física:

- Você trabalha muito mais a musculatura em termos de equilíbrio e propriocepção, que é um mecanismo involuntário de adaptação a situações de estresse. O esforço na areia vai ser maior então, é claro que quem treina num terreno desses vai ter maior preparo físico e maior resistência, mas vai estar mais sujeito a lesões - frisou.
AREIA OU ASFALTO
As lesões são um verdadeiro tormento para os corredores. Antes de entender como evitá-las, o Dr. Paulo Couto explica a diferença entre dois tipos de terreno: asfalto e areia. 
Características dos terrenos (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)


-        
O piso de asfalto tem como grande dificuldade o alto impacto, o que pode causar lesões nas articulações do tornozelo e do joelho, mas que podem ser amenizadas com o uso de um calçado adequado. A areia diminui consideravelmente o impacto, mas é um terreno irregular e que pode deixar o corredor mais sujeito a lesões ligamentares no tornozelo.
AREIA FOFA OU DURA
Manuel Lago explica que a areia mais dura e, portanto, menos irregular que a fofa, pode ser menos perigosa para o tornozelo. Mas ele também cita os estabilizadores de tornozelo, que dificultam muito o movimento involuntário de torcer o pé para dentro e para fora.
- Correr na areia dura é muito parecido com correr no asfalto, mas há o agravante de que a maioria dos lugares onde há areia dura, é muito inclinado, prejudicando e muito a coluna vertebral do atleta. Na areia fofa, porém, há menor impactação articular e maior desequilíbrio. Esta instabilidade do terreno, para quem não é forte o suficiente (ausência dos treinos na musculação), pode desencadear problemas crônicos como lombalgias - afirmou.

Para correr na areia, segundo Manuel Lago, o ideal é que treine descalço. Entretanto, várias praias são cheias de lixo (ainda mais em épocas festivas), o que pode se tornar um pesadelo ao corredor (vidros, espetos, latas, pontas de cigarro). Assim, recomenda-se o uso de sapatilhas ou tênis.
Em relação ao desempenho, alguns estudos apontam uma redução da velocidade se você se dedicar demais aos treinos na areia. Por isso, consulte sempre seu treinador para saber realmente qual momento do treinamento que você deve correr na areia.

reportagem extraída de: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/treinos/guia/correr-na-areia-ajuda-na-preparacao-fisica-mas-exige-cuidados-do-atleta.html

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A importância do Personal Trainer


                  Antes privilégio de atletas, modelos e artistas, o trabalho do personal trainer ganhou força no Brasil e se tornou mais acessível. Com vantagens como o atendimento personalizado, a motivação constante e os treinos específicos para o seu biótipo, o personal agora deixa de ser visto como luxo e passa a ser visto como um investimento para a saúde.
              Para quem não está familiarizado com esse trabalho, é importante saber que, em primeiro lugar, o personal trainer é um profissional da área da saúde e que promove treinamentos personalizados para os clientes. O treinamento é exclusivo, acompanhado pessoalmente pelo personal contratado e os treinos variam de acordo com o objetivo de cada aluno; redução do peso, aumento de massa muscular, condicionamento aeróbio, qualidade de vida, condicionamento motor, tratamento de patologias, entre outros.
              Para Emerson Silveira, personal trainer da Academia Perfect, são inúmeras as vantagens de investir nesse profissional. “Eu sempre destaco o trabalho em conjunto entre o personal e o cliente, pois traz um resultado positivo rápido e progressivo, permitindo a elaboração de novas metas a cada objetivo alcançado. O treinamento personalizado também garante ao aluno a total segurança e motivação, tornando todas as sessões de treino produtivas”, afirma.     
              Independente do objetivo do treino, é esperado que o educador físico busque primordialmente a saúde de seu aluno. Para isso, o profissional deve fazer uma análise com base nos seguintes fatores: histórico de capacidades motoras, se ele é sedentário ou não, nível de treinamento, condições e limitações físicas, periodização progressiva, etc. Para pessoas com alguma limitação de saúde ou deficiência física, o mais indicado é a contratação de um personal trainer, pois assim é possível focar na individualidade promovendo a melhora da saúde, além da correção da postura.
             A flexibilidade de horários também é outro fator positivo para o aluno. Caso o tempo de treino seja comprometido por fatores diários como trabalho e estudo, tudo poderá ser combinado entre o contratante e o contratado. É válido lembrar que os treinos não precisarão ser realizados sempre na academia, permitindo a variação entre parques, clubes, praças e até mesmo em casa.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Hérnia, o ponto fraco do abdômen


Ela atinge 3% da população brasileira, pode ser operada sem a necessidade de internação, mas, se não for tratada adequadamente, é capaz de levar à morte

POR FERNANDA RODRIGUES
ILUSTRAÇÃO MARCELO GARCIA
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 5,4 milhões de pessoas sofrem de hérnia no Brasil. Mas o que realmente significa essa doença? Trata-se de um 'ponto de fraqueza' ou uma abertura da parede abdominal causada por um enfraquecimento ou rompimento da musculatura do abdômen. Ocorre por defeitos congênitos ou adquiridos (esforço físico, traumatismos ou incisões cirúrgicas).
Se não for tratada, toda vez que o indivíduo fizer algum tipo de atividade intensa, o conteúdo abdominal (intestino e/ou tecido gorduroso) pode exteriorizar-se através dela e isso causa, além de um abaulamento na pele, desconforto e muito incômodo. "As pessoas com hérnia geralmente sentem dor quando fazem esforço. Contudo, é importante dizer que não é apenas aquele 'carregar peso'. São esforços comuns, como urinar ou evacuar, por exemplo", explica o médico Paulo Carvalho, doutor em cirurgia do aparelho digestivo pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e um dos criadores do recém-inaugurado Centro Avançado de Hérnia, em São Paulo, que atende pacientes com hérnia de todos os tipos - inguinal, femoral, umbilical e epigástrica.
Quando pequena, ela talvez não apresente sinais externos, tirando o inchaço na área afetada. Agora, se junto com esse sintoma surgirem dores, acompanhadas de náuseas e vômitos, recomenda-se procurar assistência médica com urgência. O diagnóstico é feito por meio de exames clínicos. E a única forma de tratamento é cirúrgica. "O procedimento deve ser feito logo que o problema é detectado, porque a tendência é o quadro piorar. O melhor momento para operar é aquele em que o paciente está bem clinicamente", avalia Sérgio Szachnowicz, cirurgião do aparelho digestivo e também integrante da equipe do Centro Avançado de Hérnia.
Se as devidas providências não forem tomadas, é provável que ocorram algumas sérias complicações. "A mais temida é o estrangulamento do intestino dentro da hérnia", diz o cirurgião Paulo Carvalho. Ele se dá quando as alças do intestino ficam presas no interior da hérnia e não recebem mais sangue. Com isso, podem necrosar, ou seja, apodrecer. "Essa é uma situação de emergência que exige ação rápida. Caso contrário pode levar até à morte."
Cirurgia sem internação
Na técnica de Lichtenstein, a mais tradicional para esse tipo de enfermidade, uma tela plana é costurada na parte de fora da parede muscular do abdômen. Para não sair do lugar, são necessários muitos pontos, aumentando o risco de lesão nervosa e muscular. Além disso, a pressão intra-abdominal força o material para fora, com o risco de soltá-lo, o que faria a hérnia voltar. A evolução no tratamento, no entanto, trouxe boas novidades para os pacientes.
Uma delas é chamada de PHS (Prolene Hernia System) e utiliza uma tela tridimensional de polipropileno. Por meio desse procedimento, que passou a ser difundido recentemente no Brasil, a recuperação torna-se mais rápida, já que a anestesia é local. Outras vantagens: a incisão é pequena (tem cerca de 5 cm), a cicatriz quase imperceptível e o corte é fechado com ajuda de uma cola especial. E, poucas horas depois de operada, a pessoa pode voltar para casa. Por não precisar de internação, a cirurgia inclusive é mais acessível economicamente. "A forma convencional de tratamento também cura com eficácia, mas é preciso ficar cerca de 90 dias em repouso", explica o cirurgião Paulo Carvalho.
Com o método mais moderno para a correção da doença, os índices de recidiva do distúrbio ainda caem para 0,1%, contra 35% nos procedimentos que usam técnicas clássicas.

1 - hérnia epigástrica; 2 - hérnia umbilical; 3 - hérnia femoral; 4 - hérnia inguinal
Intestinos, estômago, baço e fígado estão contidos dentro da cavidade peritoneal, protegida por diversas estruturas: coluna vertebral e músculos, na parte posterior; diafragma, na superior; músculos, na lateral e na região anterior; e ossos da bacia e músculos, na inferior. Quando ocorre uma fraqueza em uma determinada área, ou seja, a hérnia, o conteúdo intra-abdominal causa um rompimento, ficando saliente e visível na parede abdominal
Uma longa espera
Para se ter idéia do tamanho do problema na rede pública, o tratamento para hérnia lidera a fila de espera no Sistema Único de Saúde (SUS), segundo levantamento parcial recente feito pelo Ministério da Saúde, tendo como base 494 municípios brasileiros. Na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), referência no tratamento da doença, a lista - até o final de março - contava com 304 novos casos, com um prazo de atendimento de aproximadamente dois anos. "Por semana recebemos de 12 a 15 novos pacientes. Nossa capacidade de resolução atual é de cinco a seis. Não temos centro cirúrgico suficiente. Ou seja, sobram de oito a 10 casos toda semana. Isso faz com que aumente, cada vez mais, o tempo de espera", conta o cirurgião-geral Gaspar de Jesus Lopes Filho.
Visando agilizar o processo de atendimento público, a Unifesp está criando o Projeto Hérnia, que tem como objetivo aumentar a área física dedicada exclusivamente à doença. "Esse trabalho vai ser apresentado para a diretoria do hospital e depois, através dela, vamos pedir recursos para a prefeitura e para o Ministério da Saúde. Há necessidade que se criem outros centros desse tipo porque a demanda é grande em todo o Brasil", diz Gaspar Lopes Filho.
As hérnias atingem os homens em maior proporção - cerca de 27%, contra apenas 3% da população feminina. As inguinais são as mais freqüentes: correspondem a 70% da doença em adultos e a 85% em crianças. As umbilicais respondem por 10% dos casos e é comum aparecerem na infância. Em adultos, 65% ocorrem em mulheres. As epigástricas possuem registros de 6%, enquanto as femorais, 5%
Crianças também têm
Ao contrário do que possa parecer, não se trata de uma enfermidade que atinge apenas adultos. Segundo o pediatra e cirurgião Jaques Pinus (SP), do Hospital Albert Einstein e chefe do Serviço de Cirurgia Pediátrica da Unifesp, alguns tipos de hérnias são até mais comuns em crianças. "A inguinal aparece com maior freqüência em meninos, enquanto a umbilical, em meninas da raça negra", informa o médico.
Assim como nos adultos, o único tratamento é cirúrgico. No entanto, os pais não precisam ter medo. A operação é feita ambulatorialmente e a recuperação é bastante rápida. Mesmo bebês prematuros podem ser encaminhados para o procedimento logo que saem do berçário.
A hérnia umbilical infantil, no entanto, muitas vezes dispensa a cirurgia porque é capaz de se fechar espontaneamente. Os médicos costumam aguardar até aproximadamente os dois anos de idade, caso ela não seja grande ou apresente riscos de encarceramento.
Se você desconfia que tem um 'ponto fraco' no abdômen, procure orientação médica o mais rápido possível.







Descrição: http://revistavivasaude.uol.com.br/imagens/transp.gifOS TIPOS


HÉRNIA INGUINAL 
É o mais freqüente. Apresenta-se de forma direta ou indireta. No primeiro caso, origina-se diretamente na parede abdominal próxima à região inguinal (virilha). No segundo, acontece quando o testículo, durante a vida fetal, movese de dentro do abdômen para a bolsa escrotal - e esse trajeto pode deixar um ponto fraco na parede abdominal, levando à formação da hérnia. Na mulher, ela é menos comum, mas também pode acontecer quando o ovário migra para a parte interna da bacia.
HÉRNIA UMBILICAL
Muito comum em recém-nascidos, quase sempre fecha espontaneamente. "Se for pequena, resolve-se sozinha. Caso contrário, recomenda-se esperar até aproximadamente os dois anos, antes de operar", explica o cirurgião e pediatra Jaques Pinus, do Hospital Albert Einstein e chefe do Serviço de Cirurgia Pediátrica da Escola Paulista de Medicina (Unifesp). No entanto, o umbigo continua a ser um ponto fraco, o que pode provocar uma hérnia na vida adulta.
HÉRNIA EPIGÁSTRICA
Os músculos da parede lateral do abdômen se cruzam e criam uma estrutura fibrosa chamada de linha branca. Por essa estrutura passam os vasos sangüíneos que irrigam a parede abdominal. Esse trajeto, quando alargado, leva à hérnia.
HÉRNIA FEMORAL
Tem origem na região femoral (conhecida como raiz da coxa), orifício por onde passa artéria e veia femorais (vasos sangüíneos dos membros inferiores).

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Veja como prevenir lesões no joelho


A maior incidência de lesões no joelho de corredores ocorre no ligamento patelar, que une a patela à tíbiaA maior incidência de lesões no joelho de corredores ocorre no ligamento patelar, que une a patela à tíbia. Foto: Getty Images/Terra

O joelho é uma articulação muito suscetível a lesões por conta do esforço ao qual é submetido na prática da corrida. A maior incidência ocorre no ligamento patelar, que une a patela à tíbia e compõe o mecanismo extensor do joelho, juntamente com o músculo da coxa. A lesão mais comum é a tendinopatia − ou inflamação do tendão. Mas também podem ocorrer casos mais graves, como rompimento parcial ou total do ligamento, que são menos frequentes entre os corredores.

Segundo David Homsi, especialista em fisioterapia esportiva e musculoesquelética, as causas podem ser fraqueza muscular, o impacto do exercício ou mesmo a anatomia dos membros inferiores, no caso daqueles indivíduos cujos joelhos têm formato em 'X'. "Esse tipo de lesão é ocasionada pela alta carga de impacto, decorrente de exageros ou treinos em superfícies duras, ou mesmo por desiquilíbrio muscular em relação ao quadríceps e aos isquiotibiais (músculos anterior e posterior da coxa, respectivamente)", afirma.

O fisioterapeuta explica que a dor característica ocorre no polo inferior da patela, que é um osso pequeno e triangular, localizado na parte anterior à articulação do joelho. "Essa dor pode ser percebida ao correr, subir e descer escadas ou ao esticar as pernas após longos períodos com elas dobradas", salienta. Caso sinta dor em algumas dessas situações, o atleta deve procurar um médico do esporte e realizar os exames clínicos e laboratoriais para averiguar o problema. "Se a dor for muito forte, é aconselhável que o corredor suspenda temporariamente os treinos", sugere.

O tratamento, no caso da tendinopatia no tendão patelar, prevê descanso, anti-inflamatório (sob prescrição médica), fisioterapia analgésica e exercícios de fortalecimento e equilíbrio. ¿Não é possível prever um tempo mínimo para a recuperação do corredor, pois isso depende do grau da lesão. Porém o quanto antes ele buscar tratamento, logo que sentir dor, de preferência, as chances de o quadro piorar diminuem e consequentemente a recuperação será mais rápida¿, orienta Homsi.

Para prevenir o problema, o atleta deve realizar treinos de musculação e propriocepção (exercício que trabalha a percepção corporal, consciência da postura, do movimento), procurar correr em superfícies confortáveis, como terra, grama ou areia, e utilizar um tênis com bom amortecimento. "Também é fundamental respeitar seus limites nos treinamentos, assim como o descanso", acrescenta o fisioterapeuta.

Roda Livre
Especial para o Terra

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Periodização contra a acomodação orgânica




As técnicas para melhorar sua performance.
Por Anderson Lopes
A situação que será exposta nesse texto é mais comum do que imaginamos.
Num belo dia você resolve treinar corrida. Começa alternando caminhada com a corrida… Passa-se 1 mês e meio e já consegue correr 30 minutos sem parar… Aos poucos decide aumentar a distância e o tempo de corrida, mantendo uma frequência semanal de 3 treinos… Logo vem a primeira prova de corrida, a segunda, a terceira… Depois de algum tempo percebe que não consegue mais melhorar o seu tempo… Pior, que ele estagnou e até aumentou em alguns eventos…
Essa característica que o corpo apresenta está relacionada à acomodação orgânica. Até um certo momento, você obtém melhoras expressivas em seu desempenho, porém, pelo fato de sempre treinar da mesma forma, o corpo assimila esse estímulo repetitivo e deixa de apresentar novos ajustes evolutivos. Essa assimilação leva à economia de energia, até aí tudo bem, mas se essa energia não é gasta, o suficiente para o corpo perceber que o mesmo foi solicitado a níveis acima do que está habituado, pode ter a certeza, a sua performance estará comprometida.
Os problemas não param por aí… A repetição excessiva de um mesmo método ou tipo de treino expõe as estruturas responsáveis pela locomoção (ossos, músculos, articulações, tendões e ligamentos) a lesão por Overuse (excesso de uso).
Através do empirismo (baseado em experiência) e, anos depois, em estudos científicos, a ciência busca encontrar meios e formas de se extrair o máximo do atleta, objetivando níveis máximos de performance e a sua manutenção por mais tempo, minimizando o risco de lesão, tentando quantificar o volume e intensidade ideais para cada esporte e atleta. Essas demandas mudam até mesmo entre atletas do mesmo esporte, que assumem funções diferentes da posição que competem (no caso dos esportes coletivos).
A periodização, ferramenta que une todas as informações específicas do esporte, do atleta e do calendário de competição, programa tudo que será feito com o atleta, desde o início de uma temporada, a sua transição para o ano seguinte, desde a preparação para uma olimpíada ou um mundial.
Os princípios de treinamento de Adaptação, Especificidade e Progressividade são básicos e norteadores para qualquer tipo de periodização, seja esportiva profissional ou recreacional. Vale para todos.
Hoje, sabe-se que as qualidades físicas principais, tais como força, potência aeróbica, flexibilidade, coordenação, velocidade, entre outras, não podem ser trabalhadas da mesma forma, nem com a mesma intensidade e nem volume.
Ninguém melhor que o seu técnico ou treinador para traçar estratégias de sempre seguir melhorando o seu desempenho. Todo treino é uma oportunidade única de avaliar como vai a saúde do seu corpo. Periodização contra a acomodação!